Uma nova maneira de pensar sobre MTTs Microlimits – Smallball

Buenas, galera!

O artigo a seguir foi publicado há algum tempo no fórum do MaisEV, de autoria de “pokemao”. Infelizmente, não sei o nome verdadeiro do jogador. Caso você esteja lendo esse post, identifique-se aí e participe do nosso Clube, será um prazer conhecê-lo!

Eu achei o artigo tão legal e bem estruturado que salvei no Word em meus arquivos à época. Hoje, como eu mesmo venho tentando me aperfeiçoar na estratégia small ball (que não é fácil), percebi que o que o pokemao escreveu naquela época poderia ser aplicado muito bem nos dias de hoje!

Assim, para quem está querendo começar nesse estudo, é uma ótima aula inicial.

Para quem não sabe, a estratégia small ball foi popularizada por Daniel Negreanu e apresentada em seu livro Power Hold’em, já lançado em português pela Raise Editora. Vale a pena conferir!

Sem mais delongas, segue o artigo do pokemao, com algumas adaptações e edições, a fim de facilitar a leitura e o entendimento. Ele é um pouco extenso, por isso, sugiro que leiam quando tiverem tempo livre, com calma, para tentar assimilar o máximo possível. Podem até imprimir, se desejaram! Garanto que valerá a pena.

Grande abraço,

SorrisoRS.

Uma nova maneira de pensar sobre MTTs Microlimits – Smallball

Voltamos para falar da menina dos olhos dos jogadores de torneios: a estratégia SMALLBALL.

Muitos jogadores profissionais acabaram se dedicando a essa estratégia e a tem como base para o seu jogo de torneio. É uma estratégia que valoriza o jogo pós-flop.

Temos que ter em mente que a maioria dos jogadores de torneio tem um péssimo pós-flop e essa estratégia vai de encontro com os erros e falhas dos oponentes, podendo te dar um lucro (na maioria das vezes VAI TE DAR UM LUCRO) absurdamente grande, fazendo você chegar com bastante fichas à etapa intermediária do torneio.

Sendo assim, usem e abusem dessa estratégia sempre que puderem ou pelo menos leiam as palavras seguintes e desenvolvam um jogo ao menos legalzinho de pós-flop.

No que consiste essa estratégia?

Bem, o smallball consiste em jogar em posição mãos com um ótimo desenvolvimento pós-flop (pares altos com bons kickers, overpairs, flushes, straights ou coisa melhor), de modo que no flop e no turn o pote fique controlado e possamos extrair um valor bom tanto no pós-turn como no pós-river, aproveitando nossa posição e a fraqueza dos nossos oponentes.

Quando usar essa estratégia?

Os grandes estudiosos falam para usar a smallball com 50 ou mais big blinds, porém existem pessoas que usam a estratégia com quantidades menores de big blinds e realmente funciona.

Eu geralmente uso o padrão pre-flop do smallball durante quase todo o torneio, exceto em mesas muito loose (muitos limpers, muitos reraisers, ou muita gente dando call), e em fases de push/fold (obviamente).

Como obter êxito adotando essa estratégia?

Primeiramente, se você nunca estudou desenvolvimento de pós-flop, estude muito, leia artigos de cash game, assista vídeo-aulas de cash, aprenda a jogar mãos por valor. Existem muitos e muitos artigos que falam sobre isso.

Iremos comentar aqui uma visão geral sobre como extrair o valor, mas uma olhada na visão de jogo de cash game é muito legal e importante para o desenvolvimento dessa estratégia.

O pré-flop

Bem, por onde começamos? O padrão de raise pré-flop de jogadores small ball é de 2.5x até 2x o valor do big blind. Eu, por exemplo, utilizo de 2.05x a 2.5x; geralmente não gosto de dar um miniraise (2x), acho legal você, pelo menos, dar 2.00001x que seja ao invés de miniraise.

Outra coisa que eu costumo utilizar é padrão não singular de apostas, ou seja, ao invés de um raise de 225, dou de 222, ou algo do gênero.

Para potes com limps pre-flop, daremos limp em posição ou raises que variam entre 2.25x a 3.5x o tamanho do big blind, dependendo da mesa.

Uma coisa interessante é manter o padrão, ou seja, se eu aumento 2.25x com JTs, vou aumentar 2.25x com KK, AA, KQ, etc, mantendo sempre o mesmo padrão no nível de blinds correspondente.

Outra coisa que é ideal é começar com padrões maiores, ou seja: 2.5x e, com o aumentar do tamanho das blinds, ir tendendo ao padrão 2x (embora eu nunca chegue em 2x hehehe). Seria como um limite de cálculo 1 (para quem faz essa matéria na faculdade). Mesas com mais calls, use padrões maiores, mesas com menos calls, use padrão menores.

Ok, agora já sabemos qual o padrão de apostas, mas quando apostar?

Os jogadores smallball querem jogar suas mãos em posição contra os demais jogadores. Se pararmos para pensar um raise de menor valor (quantitativo), faz com que mais jogadores deem calls mais loose e induz que os blinds deem call fora de posição (ISSO QUE NÓS QUEREMOS), porém faz com que alguns jogadores deem call em posição (O QUE NEM SEMPRE É BOM), mas não se esqueçam que daremos raises nesse padrão com uma quantidade muito grande de mãos (de especulativas a made hands), dificultando a leitura dos vilões.

Do mesmo modo, daremos calls (em posição) com essas mesmas mãos. Alguns jogadores smallball dão reraises pequenos com mãos fortes, outros aproveitam a posição e a boa mão para convidar os oponentes a acertar um top pair, daí, já viu…

Então, por via de regra, os smallballers darão raises pequenos em unnopenned pots (potes sem apostas anteriores exceto as blinds), darão limp behind em limped pots com mãos decentes, darão calls a raises quando tiverem posição pós-flop e evitarão jogar fora de posição.

Como dito, alguns darão raises em limped pots, outros reraises em raised pots e outros call loose nas blinds. Mas como aqui iremos apresentar a forma mais comum de smallball, consideraremos os mais “controladores de pote”.

Agora vocês devem estar perguntando com o que jogar… Smallballers querem ver flop, eles necessitam ver flop barato, eles querem flopar aquele monstro e stackear o donkey que está fora de posição; eles querem isso, necessitam isso, e formam a sua stack monstra a partir dessa ideia, sacaram?

Então se perguntem com que tipo de mãos você flopará monstros, ou terá draws monstros, e esses serão imperceptíveis para os adversários?

ISSOOO, mãos especulativas. Então, ao nosso arsenal comum: AA, KK, QQ, pares em geral, AK, AQ, AJ, AT, KQ, KJ, QJ, adicionaremos Ases suited, suited connectors, connectors médios-altos (98, 76, 65), broadways em geral e gappers médios altos (QT, J9, T9).

Vocês vão sentir o prazer de ver um flop QT8 e ver o seu donkey preferido atolar com top pair, ou overpair, e você segurando aquele J9 maroto apostando 2.2x o big blind pré-flop e levando um pote de 150 big blinds.

Mas pensem… para isso tenham um número razoável de big blinds. Quanto menos big blinds você tiver, mais tight é o seu range no smallball; quanto mais big blinds você tiver, mais loose é o seu range no smallball.

Sendo assim, para os menos experientes, não utilizem o smallball com menos de 50 big blinds. De preferência, utilize com mais de 75. Mas por que digo isso? Muitas vezes vocês vão errar completamente o flop, ou acertar um par tosco.

Bem, o pré-flop é isso ai. Dá para ter uma boa ideia de como é o mundo do smallball e você começou a perceber que alguns jogadores que vocês achavam que eram donkeys sabiam o que estavam fazendo.

Vocês viam aquelas mãos que pareciam sem sentido, mas não percebiam o quão baixo era o investimento dele pré-flop em relação a sua stack;, agora percebem que aquele chip leader maluco da mesa fazia alguma jogada com sentido, mas será que é assim mesmo? Humm… Vamos falar do pós-flop.

O pós-flop

Caramba, a cada linha que escrevo sobre essa estratégia percebo o quão grande esse artigo vai ficar, hehehe. A estratégia é muito bem feita e muito elaborada, e muito complexa também. Não é a toa que ela é a menina dos olhos de quem a segue.

Bem, vamos para o que interessa.

No flop, seguindo a estratégia smallball, veremos que poderemos flopar exatamente qualquer coisa, ainda mais se jogarmos com suited connetors), ou seja, poderemos flopar desde 5 high até o royal flush.

Então, iremos dividir as mãos em algumas categorias: (mãos muito boas – dois pares ou maior), (mãos médias – top pair ou par qualquer), (draws fortes – open ended straight draw, monster draw, nuts flush draw), draws fracos (gutshot, 3rd nut flush draw) e lixo.

Vale lembrar que dependendo da leitura contra o oponente as categorias podem ser mais ou menos compactas. Aqui eu apresento a estrutura básica das categorias.

Para começar, no pós-flop e para efeito de regra, sempre que estiver contra um oponente apenas, este estiver fora de posição e teve a ação de dar check, iremos betar algo como 52-60% do pote, de preferência mais para 52% do que para 60%.

Vou explicar o porquê disso. Como smallballers queremos ter ação em nossa mão e evitamos que os oponentes tenham leitura sobre nosso jogo. Sendo assim, contra um oponente fora de posição que dá check – ou seja, a principio está desprotegido – deveremos dar a cbet na maioria das vezes, salvo casos onde você tem reads de que não vale a pena dar a cbet.

Em algumas vezes teremos draws e a cbet vai fazer com que paguemos “barato” para ver nosso draw e “enchamos o pote”, podendo assim extrair valor do nosso draw nas próximas streets; poderá adicionar valor às nossas mãos lixo quando o oponente foldar; poderá adicionar muito valor, caso tenhamos uma mão muito boa e o oponente voltar; assim sucessivamente.

O cbet, nesse caso, impede o oponente de fazer uma leitura bruta em você, ou seja: se você dá cbet é porque tem mão, se dá check é porque não tem mão; se aumenta alto em relação ao pote, é porque tem mão, se aposta menos é porque não tem; e assim sucessivamente. Nos casos de exceção, iremos tratar melhor nas linhas seguintes.

Para finalizar o tratamento dessa cbet standard em posição contra um oponente, temos que ter em mente o motivo da nossa cbet. Ela é standard, mas tem que ter um motivo.

  • A cbet é por blefe puro: acertamos NADA na mão, ou terceiro par, e queremos apenas que o oponente de um fold. Então, se o oponente der call ou voltar, desligaremos a mão no turn ou river de modo a economizar nossas fichas, caso nossa mão não se transforme milagrosamente em uma mão muito boa.
  • A cbet tem a intenção de encher o pote para um draw: se o oponente foldar, ok; mas se o oponente der call, temos que ter em mente o quão bom é nosso draw para agirmos no turn caso ele não bata. Utilizaremos estudos de pot odds, odds implícitas e outs mortas para seguir com nosso draw. E no turn voltaremos a ação caso nossa mão se complete. Caso o oponente mostre resistência com a cbet (dando reraise), iremos também utilizar os estudos de pot odds para ver se o call é a melhor jogada, ou se um reraise (caso tenhamos leitura de agressividade anterior) pode ser a melhor jogada nesse caso.
  • A cbet com mãos muito boas: essas cbets são maravilhosas. Se o oponente foldar, é o pior de tudo; mas se ele der call ou reraise, podemos atolar no flop mesmo ou poderemos extrair todo o valor no turn ou no river. Poderemos simular fraqueza no turn para induzir a agressividade no river ou poderemos descontrolar o pote à vontade.
  • A cbet com mãos médias: essas cbets são complexas. A carta do turn poderá deixar sua mão ainda melhor, logo você continuará com a ação no turn; a carta do turn poderá fazer com que um possível draw na mão do adversário o faça ter uma mão melhor que você; o kicker do adversário poderá ser melhor que o seu; a carta do turn poderá ser um draw morto para você; uma agressão (reraise) do adversário poderá ser um blefe ou uma mão realmente muito boa; ou o jogador poderá simplesmente foldar.

Percebe-se então que mesmo contra apenas um oponente, e o mesmo fora de posição, teremos que tomar algumas atitudes que diferem contra cada oponente. Por isso, mais uma vez eu digo e repito para vocês observarem os oponentes, observarem o comportamento de cada um da mesa, observarem os padrões que eles apresentam, observarem…

Algumas das vertentes acima serão sim decididas por essas observações que vocês fazem sobre os oponentes. Alguns sempre dão o call no flop, mas dão check no turn e betam o river caso no turn houve um check, por exemplo; então deveremos agredir no flop, checar o turn com uma mão muito boa, e deixar ele apostar no river; assim, poderemos extrair o maior valor contra esse tipo de oponente.

Outros dão reraise com qualquer par no flop; então algumas mãos médias estarão na frente do range do oponente e você poderá dar calls com draws ou com mãos médias, de modo a visualizar a carta do turn e definir um range para o vilão.

Outros só irão agredir com mãos realmente boas, então contra esses o cbet é 100% obrigatório. Assim por diante.

O controle de pote não é algo tão necessário até o pós-flop contra apenas um oponente, tendo em vista que na pior das hipóteses (raise pré-flop de 2.5x bb, call do small blind e cbet de 60% vs um call) teremos um pote de 12 big blinds, ou seja, em torno de 5-15% da sua stack. Obviamente, se houver reraises no meio da jogada, os pot odds definirão a vantagem ou não de certos calls. Outros fatores como a sua stack também irão influenciar.

Já contra um jogador que está em posição contra você, um smallballer, trará um pouco de dificuldades de lidar, razão pela qual você deverá restringir o seu range para continuar na mão. Ou seja, só continuará com uma mão muito boa, ou com um draw muito bom. Raramente continuará com uma mão média (a menos que alguma leitura o faça acreditar que aquela é uma boa mão para se jogar fora de posição).

E, nesse caso, o smallballer jogará apenas pelo valor de sua mão, ou seja, nada de blefar com draws ou com lixo. Dará calls ou raises com as mãos muito boas em caso de raise do vilão e agredirá no turn de novo. Dará check-call com draws muito fortes, de modo a acertar seu monstro e agir contra o oponente, mas nada de blefar, ele está ali apenas para jogar pelo valor da sua mão.

COLOQUEM ISSO NA CABEÇA: INÍCIO DE TORNEIO E FORA DE POSIÇÃO, EVITE AO MÁXIMO BLEFAR. QUASE SEMPRE VOCÊ IRÁ MAIS PERDER FICHAS QUE GANHAR NO LONGO PRAZO (SALVO RARAS EXCEÇÕES).

Em geral, contra mais de um oponente, o smallballer irá também apenas jogar pelo valor da mão, como explicado acima, porém, novamente, se o smallballer possui posição sobre os demais oponentes, e tem leitura suficiente dos oponentes, poderá aplicar a cbet e jogar do mesmo modo o pós-flop que jogaria contra um oponente estando o smallballer em posição.

Novamente digo, a estratégia é muito complexa, estudem o máximo que puderem de pós-flop, pois isso ajudará e muito no controle da situação, bem como irá te ajudar nos casos onde as exceções aparecerem.

Bem, sobre o pós-flop é isso que tenho a falar. Vamos à street mais importante de toda a mão: o pós-turn.

O pós-turn

Não sei se todos sabem, mas do mesmo jeito que o botão é a melhor posição no poker, o turn é a street mais importante na decisão de sua mão. As proporções de tamanho de pote que a mão poderá chegar no river vem das decisões tomadas no turn. Os folds bem dados geralmente são dados no turn também. No turn, os jogadores avaliam o real valor de sua mão e tiram as conclusões de ir para o final ou desistir da mão ali mesmo e os smallballers, por valorizarem a sua posição, valorizam também o turn.

O padrão de apostas no turn também é em torno de 52%-60% do pote como é no flop, porém as atitudes tomas no turn são de extrema importância para o desenvolvimento da mão.

Os smallballers no turn quase nunca estarão fora de posição em relação aos vilões, ou seja, se por acaso o smallballer deu aquele call/raise no flop fora de posição e acertou seu monstro, ele irá pensar em desregular o tamanho do pote e extrair o valor dos oponentes e, se apenas continua com seu draw, é o momento correto de pensar seriamente em largar a mão.

Muito eu falo sobre o “controlar o pote” e o “desregular o pote”. Caso vocês não saibam o que é isso, vou explicar: o controlar o pote é criar um pote do tamanho que você consiga extrair um valor decente e justo pela sua mão sem arriscar perder toda a sua stack caso sua mão não seja imbatível no showdown; e o desregular o pote é criar um pote onde você em algum momento poderá colocar toda a sua stack em jogo e esse ato não seria uma overbet, os smallballers só descontrolam o pote se tiverem alguma mão que é nuts, ou algo muito próximo do nuts.

Voltando ao jogo no pós-turn. Em posição, o smallballer terá toda a vantagem da situação. Tendo uma mão muito boa, poderá desde dar call a um raise do oponente fora de posição, quanto a realmente querer decidir levar a mão ali no turn mesmo (caso o smallballer acredite que aquela mão feita por ele tem chances mínimas de ser batida); ou dar a aposta padrão no turn com alguma mão de valor, de modo a extrair fichas do oponente, induzindo ele a pagar por draws mortos, por exemplo; ou até mesmo dar um check behind, caso esteja em draw, e reavaliar sua mão no river.

Devemos ter em mente que muitas mãos são decididas no turn e que os jogadores de smallball querem retirar o valor de sua mão, induzindo os vilões a entrarem na mão fora de posição para tirar proveito de suas mãos com draws muito fortes e das suas mãos muito fortes.

Sendo assim, um jogador puramente smallballer vai evitar ao máximo blefar no turn, novamente, a menos que ele tenha um real motivo para isso.

Sua leitura da mesa poderá apontar os smallballers que estão jogando, basta observar a atitude deles no turn: jogadores que blefam contra todos no turn, não jogam o smallball; jogadores que dão bets muito fortes no turn também não. E esses são os oponentes que você poderá explorar as falhas e até mesmo incluir como exceção ao seu jogo.

Então no pós-turn smallball temos muitas jogadas para extrair valor da mão, muita observação de tendências de oponentes que poderão ser incluídas como exceção (e poderemos blefar ou semiblefar no turn contra esses jogadores) e controlar o pote para não termos que envolver toda a nossa stack em jogo caso não tenhamos uma mão tão maravilhosa assim nessa street.

O pós-river

Bem, aqui é a parte onde em 95% das vezes o smallballer jogará apenas por valor. Irá dar call a shove ou raise/shove com uma mão muito boa (de preferência o nuts); irá dar call a raise (aplicando um controle de pote) caso não tenha absoluta certeza que sua mão é a melhor mão em jogo; e foldará para agressão do vilão caso não tenha uma mão suficiente para o call.

O river realmente parece ser bem mais simples de se jogar em smallball do que o turn, e é verdade. Muito poucos spots permitirão um blefe no river, ainda mais pelo pote que está em questão: ele estará muito pequeno, se o smallballer deu cbet no flop e check no turn; ou estará com um tamanho já grande, caso tenha sido feita bet no flop e bet no turn.

Novamente, apenas uma boa leitura poderá classificar as exceções e modificar o modo de jogo no river de um jogador smallball.

O raise padrão no river é bem variável, isso dependerá do grau de envolvimento dos jogadores na mão, do tamanho do pote, das blinds em questão, etc. Só mesmo um bom estudo de pós-flop dará a vocês um aspecto perto do mais indicado para o padrão de river. Estudem, estudem e estudem, é isso que faz um jogador de smallball ser ainda mais lucrativo.

Bem, a mão se encerra aqui e o showdown vai mostrar que o jogador de smallball que chega até o showdown levará a mão na maioria absoluta das vezes, que os potes criados pelos jogadores smallball são consistentes e muito lucrativos, mostrará para vocês o quão ruim é jogar fora de posição e também fará vocês perceberem o quão ruins ou bons são seus oponentes.

Apenas para relembrar: smallballers jogam em posição, com mãos especulativas que flopam bem ou tendem a serem mãos muito boas pós-flop, cbetam sempre em posição, jogam quase sempre pelo valor de sua mão, conseguem tirar proveito de jogadores extremamente tights, controlam muito bem o pote, costumam jogar o river apenas por valor, betam valores justos em relação ao pote, ganham a maioria dos potes em que se chega em showdown e SÃO EXTREMAMENTE LUCRATIVOS NOS PRIMEIROS NÍVEIS DE BLINDS DE MTT.

E o que não se deve esquecer? Estudar, estudar e estudar pós-flop. Observar, observar e observar oponentes. Extrair, extrair e extrair valor. Jogar, jogar e jogar em posição.

Espero que tenham gostado deste artigo e, qualquer dúvida, podem perguntar.

Abraços, pokemao.

Artigo publicado no Fórum do MaisEV, de autoria de “pokermao”.

E se você quer realmente se aprofundar nos estudo do small ball, o Dicas de Poker indica o livro Power Hold’em, de Daniel Negreanu, já lançado em português pela Raise Editora.

Background photo created by freepik – www.freepik.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *